Quando leio um livro, costumo imaginar que atores interpretariam os personagens no cinema. Mas, quando li Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, Delírios de Consumo na 5ª Avenida e O Chá de Bebê de Becky Bloom (sim, eu adoro a Becky Bloom) não consegui imaginar nenhuma atriz no papel da protagonista.
Isso porque eu não conhecia Isla Fischer. Carismática e engraçada sem ser caricata, ela está perfeita como a jornalista Becky Bloom. Acho que esse é o principal motivo do sucesso do filme. Todo mundo se identifica com a moça meio doidinha que deve até os olhos da cara. “Antes, me chamavam de cliente VIP. Agora, me mandam cartas de ódio”, lamenta Becky.
Becky Bloom sente borboletas no estômago quando ouve/vê a palavra liqüidação e tem sete cartões de crédito. Ela é demitida, mas consegue um novo emprego numa revista de finanças com o fofo Luke Brandon (Hugh Dancy).
O filme é muito divertido. É engraçado sem ser nojento nem apelativo, como a maioria das comédias. As melhores cenas são as dos delírios de Becky Bloom, com os manequins das lojas atraindo a coitadinha para as compras. Também é ótimo o momento em que Becky, em uma reunião dos compradores compulsivos anônimos, descreve todo o prazer que sente em comprar e todos os viciados têm uma recaída! Haha
Na verdade, o filme mistura os livros Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e Delírios de Consumo na 5ª Avenida, e tem muita coisa que não acontece no livro, como a economia da mãe de Becky como uma dispensável justificativa para o seu vício. O que estranhei mesmo é que, no longa, jamais chamam a protagonista pelo apelido. Ela é sempre Rebecca Bloomwood.
Só uma coisa me decepcionou no filme: o figurino. Esperava ver as roupas e acessórios lindos de O Diabo Veste Prada e Sex and The City, mas passa é longe, apesar de todos terem a mesma figurinista, Patricia Field. A Becky Bloom do filme é meio perua e gosta de usar tudo ao mesmo tempo agora. Ao contrário do livro, em que ela tem um super bom gosto.
Já espero pelas continuações!