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a humanidade fede

Domingo, Agosto 9, 2009

Só mesmo um filme perfeito como O Nevoeiro pra me fazer escrever aqui de novo.

Depois de uma tempestade devastadora, os moradores de uma pequena cidade lotam um super-mercado em busca de comida para estocar. Mas uma névoa encobre a cidade, criaturas estranhas atacam quem sai na rua e todos ficam presos na loja.

O filme é baseado num conto do Stephen King , de quem eu já virei fã: o cara sabe criar como ninguém  o clima de suspense e mostra como ninguém a desgraça que é a humanidade. O roteiro e a direção são assinados por ninguém menos que Frank Darabont, que adaptou lindamente Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre, ambos de King.

Pra mim, as criaturas estranhas da névoa são secundárias. O principal e melhor do filme é como ele mostra a podridão da natureza humana, como as pessoas podem ser tão – ou mais – nocivas do que as criaturas estranhas.

É um filme que deixa aquela sensação incômoda, principalmente por causa da ironia cruel do fim.

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o clube do adolescente chato

Sábado, Julho 11, 2009

Aos 15 anos, Jesse não quer estudar, não quer trabalhar e não se interessa por absolutamente nada na vida. O que o pai dele faz? Diz que tudo bem que ele abandone a escola, com tanto que ele assista no mínimo três filmes por semana indicados por ele, um crítico de cinema.

A idéia é massa. E eu comecei a ler O Clube do Filme super empolgada, achando que era um livro sobre cinema. Mas não é. A obra é muito mais sobre a relação entre pai e filho do que sobre os filmes que eles assistem. O que é uma pena, porque os momentos em que o autor fala sobre cinema são muito mais interessantes do que quando ele fala sobre um adolescente babaca e seu pai mais babaca ainda.

Sim, porque aos 17 anos – a história se passa durante dois anos – o menino pergunta se a América do Sul é um país, e   precisa que o pai o lembre de escovar os dentes e de não falar com a boca cheia. Se eu fosse o pai de Jesse, eu sentava no chão e chorava até o fim. Mas David Gilmour acha o filho o máximo, o que é muito irritante.

Enfim, é um bom livro, mas eu esperava que falasse mais sobre cinema. =(

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música do sábado

Sábado, Julho 4, 2009

Sempre fico emocionada quando escuto essa música. O Humberto Gessinger consegue dizer tudo o que a gente sempre quis, mas não sabia como.

Soneto Revista
Humberto Gessinger

Na capa, algum palhaço de gravata
Pivô de um novo escândalo bancário
Na entrada, uma entrevista do Romário
Que ao gênio se compara por bravata

Encarte colorido auto-retrata
O fútil bastidor publicitário
Embora o texto esbanje erro primário,
Vem só um rodapezinho como errata

A página de esporte é defasada
Fofoca é uma coluna concorrida
O artigo financeiro não diz nada

Nas fotos, só mulheres de má vida
Resenha literária é marmelada
Cartum sem graça e a josta já está lida

(na capa, algum palhaço autoritário
rodapé publicitário auto-retrata
fútil entrevista por bravata
ao gênio se compara o otário)

Não é perfeita? Quem consegue descrever melhor a imprensa brasileira? Pena que não achei o vídeo dela no YouTube…

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olho por olho, dente por dente

Quinta-feira, Julho 2, 2009

Gandhi que me desculpe, mas eu acredito que a lei do olho por olho, dente por dente é a melhor forma de se fazer justiça.

Ontem, foi denunciado no Twitter um monstro que matou um cachorrinho a pauladas e colocou o vídeo no YouTube. Não vi o tal vídeo nem verei, porque me faz mal. Quem tiver mais sangue frio, o link é esse: http://tinyurl.com/m93ckc.

Esse demônio mora no Rio Grande do Sul e eu me sinto terrível de não poder matá-lo a pauladas também. Ou alguém discorda que ele deveria sentir na pele todo o sofrimento que causou? Ou alguém acha que o mundo não seria melhor sem um monstro desses?

O infeliz foi interrogado pela polícia e vai responder o processo em liberdade. Provavelmente, por crime ambiental, né? Se a vítima fosse um ser humano, o crime seria tortura e assassinato triplamente qualificado. Isso nada mais é do que especismo, a discriminação baseada na espécie. Na bosta desse país só se fala nessa idiotice de preconceito racial, fulano chama sicrano de neguinho e vai preso, o mundo cai. Aí um demônio assassina brutalmente outro ser vivo e responde em liberdade.

Deveria haver uma Lei Maria da Penha para crianças e animais. Estes sim, não tem a menor chance de se defender.

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tristeza

Domingo, Junho 28, 2009

E eu nem sabia que gostava tanto dele…

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a história mais linda do mundo

Terça-feira, Junho 23, 2009

Já tinha ouvido falar da história, mas só hoje vi o vídeo. Impossível não chorar. Lindo demais.

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por que sou fã da carolina herrera?

Segunda-feira, Junho 22, 2009

“A igualdade entre o homem e a mulher é que se você faz o mesmo trabalho, tem que ser remunerada na mesma quantidade; isso é tudo”.

“As mulheres, para chegar onde quiserem, seja a presidente da república, de um banco, do que lhes dê dinheiro, não devem se esquecer de que são mulheres, de ser femininas”.

“Os casamentos não funcionam quando começa uma rivalidade”.

Quero ser assim quando eu crescer.

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reportagem esticada

Domingo, Junho 21, 2009

Roberto Saviano, um jornalista infiltrado na máfia italiana que terá que viver pra sempre com proteção policial, conta todo o esquema dos violentos clãs camorristas.

No começo, “Gamorra” empolga muito com as descrições minuciosas dos absurdos cometidos pela máfia. Impressiona como ele mostra que todo mundo usa produtos que já passaram pela máfia. Mas, depois, o livro fica repetitivo e cai em vários clichês. Nem fiquei com vontade de ver o filme.

Acho esta história ficaria muito melhor em uma reportagem do que em um livro de 349 páginas.

Cheguei à conclusão de que a máfia não compensa. De que adianta o boss – como são chamados os chefes dos clãs – serem podres de ricos de têm de viver se escondendo da polícia e dos outros boss? O que adianta ter uma super mansão, se tem que morar em um buraco de 40 metros quadrados só com um colchonete velho? Isso sem contar que os caras ainda colocam toda a família em risco.

Sinceramente, eu não entendo.

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barrigada

Sábado, Junho 20, 2009

Quase morro de rir e de vergonha alheia. Uma TV da Bolívia mostrou as imagens da queda do avião de Lost como sendo as do acidente com o Airbus da Air France.

O melhor é a segurança da jornalista, a certeza com que ela fala que as imagens foram feitas pelo passageiro Paulo G. Muller, que era ator de teatro e que provavelmente ele estava em pé na hora do acidente! HAHAHAHA

Vi no Twitter da @virninham.

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os divertidos delírios de becky bloom

Sexta-Feira, Junho 19, 2009

Quando leio um livro, costumo imaginar que atores interpretariam os personagens no cinema. Mas, quando li Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, Delírios de Consumo na 5ª Avenida e O Chá de Bebê de Becky Bloom (sim, eu adoro a Becky Bloom) não consegui imaginar nenhuma atriz no papel da protagonista.

Isso porque eu não conhecia Isla Fischer. Carismática e engraçada sem ser caricata, ela está perfeita como a jornalista Becky Bloom. Acho que esse é o principal motivo do sucesso do filme. Todo mundo se identifica com a moça meio doidinha que deve até os olhos da cara. “Antes, me chamavam de cliente VIP. Agora, me mandam cartas de ódio”, lamenta Becky.

Becky Bloom sente borboletas no estômago quando ouve/vê a palavra liqüidação e tem sete cartões de crédito. Ela é demitida, mas consegue um novo emprego numa revista de finanças com o fofo Luke Brandon (Hugh Dancy).

O filme é muito divertido. É engraçado sem ser nojento nem apelativo, como a maioria das comédias. As melhores cenas são as dos delírios de Becky Bloom, com os manequins das lojas atraindo a coitadinha para as compras. Também é ótimo o momento em que Becky, em uma reunião dos compradores compulsivos anônimos, descreve todo o prazer que sente em comprar e todos os viciados têm uma recaída! Haha

Na verdade, o filme mistura os livros Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e Delírios de Consumo na 5ª Avenida, e tem muita coisa que não acontece no livro, como a economia da mãe de Becky como uma dispensável justificativa para o seu vício. O que estranhei mesmo é que, no longa, jamais chamam a protagonista pelo apelido. Ela é sempre Rebecca Bloomwood.

Só uma coisa me decepcionou no filme: o figurino. Esperava ver as roupas e acessórios lindos de O Diabo Veste Prada e Sex and The City, mas passa é longe, apesar de todos terem a mesma figurinista, Patricia Field. A Becky Bloom do filme é meio perua e gosta de usar tudo ao mesmo tempo agora. Ao contrário do livro, em que ela tem um super bom gosto.

Já espero pelas continuações!