A cada dia me convenço mais de que as coisas devem acabar antes de ficarem decadentes. “Prison Break” é mais uma prova disso. A primeira temporada é ótima e a segunda também é muito boa, mas a terceira dá raiva de tão ruim que é. Mas vamos por partes. (Se você ainda não assitiu todo o seriado, pare de ler por aqui. Não me responsabilizo por possíveis spoilers)
A primeira temporada começa meio fraquinha, mas vai melhorando até roubar completamente a nossa vida. Michael Scofield (Wentworth Miller) assalta um banco para ser preso na mesma cadeia que o seu irmão Lincoln Burrows (Dominic Purcell) etirá-lo de lá. Intrigante e envolvente, lembra muito o filme “Um Sonho de Liberdade”. Muito boa mesmo, apesar desse Wentworth Miller. Ele é bonitinho, mas meio ruinzinho. A única forma que ele encontra de expressar raiva, tristeza, preocupação ou mesmo paquerar e bolar idéias brilhantes é apertando os olhinhos. Em todos os sentidos, eu prefiro o Dominic Purcell. =)
Já a segunda temporada parece mais com “Prenda-me se for capaz”. As coisas acontecem muito rapidamente, tem um ritmo incrível. A história tinha tudo pra acabar aqui. Seria um final perfeito. Mas resolveram esticar a série, como fazem com tudo que está fazendo sucesso (um grande erro), e trancafiaram o Michael Scofield em outra prisão pra ele tentar fugir de novo.
E a terceira temporada acaba sendo uma tentativa frustrada de repetir a primeira. 90% da história se passa em um lugar horroroso e imundo, o que faz a série extremamente desagradável de se assistir. Ainda tem o romancezinho súbito e avassalador do Michael e da Sara (Sarah Wayne Callies), que eu não engoli de jeito nenhum, assim como o excesso de “bondade” dos personagens principais, que chega a dar náuseas. Em certo momento, a Sara cai em prantos porque “tirou a vida de um homem”. Só que, se ela não matasse o tal homem, provavelmente ela morreria. Então, por que diabos ela ficou tão abalada?
O Michael Scofield é uma contradição ambulante. Na primeira temporada, deixam claro que além de ser bonito, charmoso e um gênio, ele tem uma grande necessidade de ajudar os outros. Bom, só se “os outros” forem o Lincoln, a Sara ou o seu sobrinho LJ ( Marshall Allman). Porque ele manipula e usa todo mundo pra ajudar as pessoas com quem ele realmente se importa e também é capaz de passar por cima de qualquer um por elas.
Por causa da greve dos roteiristas, a terceira temporada parou no oitavo episódio. Mas eu nem sei se eu vou ver os outros episódios que saírem. Fiquei muito decepcionada.








