h1

inesquecível no mau sentido

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

Empolgadíssima com o trabalho de Caco Ciocler em “Frida”, assisti hoje “Inesquecível”, que é protagonizado por ele, por Murilo Benício e pela Guilhemrina Guinle. Coloquei o filme com a melhor expectativa possível, juro. Só fui saber agora que o diretor, Paulo Sérgio Almeida, fez “Xuxa Popstar”, “Xuxa e os Duendes” e “Xuxa e os Duendes 2″. Se tivesse essa informação antes, talvez tivesse preferido ver o Faustão mesmo (não).

O longa é sobre um triângulo amoroso envolvendo Laura (Guilhermina Guinle) e os dois melhores amigos Diego (Murilo Benício) e Guilherme (Caco Ciocler). Laura e o fotógrafo Guilherme se conhecem em Buenos Aires e passam uma noite juntos. Alegando ter “um segredo”, a moça volta para o Rio de Janeiro. Guilherme vai atrás dela e descobre que Laura é noiva do ator e diretor Diego, que o chama para ser padrinho do casamento. E as coincidências não param por aí. Mais adiante, surgem outras “surpresas” que eu não vou estragar. Uma história boba, que seria bem mais adeqüada pra uma novela.

O clima entre os três personagens deveria ser tenso e de inquietação, mas o diretor não conseguiu isso, pelo contrário. A situação chega a ser engraçada.

As atuações também são péssimas. O único que escapa é o Caco Ciocler, que tenta passar um pouco de dignidade a um personagem ridículo. Já Murilo Benício e Guilhermina Guinle (me decepcionei! Torcia pra ela ser a bondgirl!) estão completamente caricaturais. A única forma que eles encontraram de dar dramaticidade aos papéis foi fazendo… uma… pausa… enorme… entre… as… palavras. Não preciso nem dizer que isso não funcionou e que só serviu para o filme ficar ainda menos real. Afinal, ninguém… fala… assim.

Mas o pior mesmo são os 20 minutos finais. A resolução do triângulo amoroso se dá dentro do cinema, onde Laura e Guilherme, da platéia, interagem com o filme de Diego (que parece ser ainda pior do que “Inesquecível”). Na primeira vez que isso acontece, dá pra engolir, é até bonzinho. Na segunda, a gente já começa a estranhar. Na terceira, bate o desespero! “Meu Deus, será que vai acabar assim??!! Será que vai passar o filme inteiro do Diego??!!”. O pior é que não acaba. É simplesmente patético.

Eu pensava que nenhum filme brasileiro poderia superar “Dom” no quesito bobagem, mas “Inesquecível” bateu fácil o forte concorrente. De resto, é uma pena que o longa faça jus ao título, porque eu queria muito esquecer o tempo que perdi assistindo essa porcaria.

2 comentários

  1. Mas que o poster é lindo(a) isso é :)


  2. Fazendo… uma… pausa… enorme… entre… as… palavras. Afinal ninguém… fala… assim.

    AUHAUAHUAHUAHUAHUAHUHAUHAUHAH
    Ótimo!!! Adorei…



Deixe um comentário